Economia do Clima


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Método tem abordagem sistêmica

O estudo Economia do Clima tem três blocos metodológicos interativos:

No primeiro grupo, os modelos matemáticos investigam os processos físicos resultantes do aquecimento global e da emissão de gases de efeito estufa. Este bloco temático gera os cenários climáticos futuros, para este próximo século, tanto em termos de temperatura quanto em relação à pluviosidade. Essa parte do trabalho foi feita pelo CPTEC (Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos) do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

No bloco relativo à mitigação, três temas centrais serão focados. As análises estão dirigidas à redução de emissões de carbono na região amazônica, ao potencial da política dos biocombustíveis e à eficiência energética brasileira.

A análise de adaptação vai gerar respostas em nível micro, regional e setorial. Em todas as áreas, os dados devem balizar ações que visam a minimizar os impactos negativos das mudanças climáticas. Os modelos matemáticos deste bloco metodológico serão desenvolvidos com dados dos setores suscetíveis ao clima (agricultura e energia) e para problemas ambientais específicos também impactados pelas condições climáticas (água, saúde humana, biodiversidade e zonas costeiras).

Alguns dos estudos que integram o Economia do Clima já foram finalizados. A pesquisa Mudanças Climáticas e Segurança Energética no Brasil, desenvolvido pela Coppe/UFRJ (Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro) e lançado em junho de 2008, mostra que a produção de energia das usinas hidrelétricas da Bacia do Rio São Francisco pode cair em 7,7% durante o século atual. Já o potencial da energia eólica, fonte energética alternativa ao uso do petróleo, poderá ser reduzido em 60%.

Outro estudo, Aquecimento Global e a Nova Geografia da Produção Agrícola no Brasil, feito em conjunto pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e divulgado em agosto de 2008, calcula que as perdas nas safras de grãos, causadas pelas mudanças climáticas, poderão chegar a R$ 7,4 bilhões em 2020, dobrando para R$ 14 bilhões em 2070. A produção de soja pode sofrer uma queda de até 34% até 2050. O café, por exemplo, deve perder 17% do total da produção atual. A lista dos vegetais mais prejudicados tem ainda o algodão e o girassol, ambos com 16% de redução, e o milho, com 15% de queda na produção. Das culturas presentes hoje em solo nacional, apenas a cana-de-açúcar será mais produtiva no clima mais quente.


Economia do Clima © 2009
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